Aniversário de três anos de casamento. Uma conversa franca. A conclusão de se buscar conscientemente aquilo que subconscientemente as atitudes vão demonstrando: Trabalhar viajando.
Estar casado com uma pessoa que é parceirona de verdade é tudo de bom! Mas mesmo assim, há uma certa magia que só mesmo o tempo de namoro proporciona. Chega um momento no casamento em que a sensação provocada pelas obrigações se tornam preponderantes e sugam a vitalidade da relação até do casal mais equilibrado. Fazer compras do mês e da semana, reformas urgentes na casa, pagar contas que parecem inexplicáveis, fazer bebê dormir (por que eles não dormem sozinhos??), um sempre ver o outro em trapos domésticos... Nem lembrava mais aquele casal que era o mais feliz do mundo há 3 anos atrás, se mudando para uma casa inacabada e sem móveis; daquele casalzinho de namorados que se curtia até mesmo na estação de metrô; o prazer que era simplesmente ouvir ao telefone como foi o dia do outro; os presente que eram singelos e personalíssimos, não necessariamente funcionais, como costumam receber pessoas casadas.
Então, qual seria o limite entre o prazer do namoro e as obrigações do casamento? Como temos vários exemplos na família, os casais em que uma das partes trabalha viajando são incomparavelmente mais felizes do que aqueles que dividem diariamente o mesmo teto. A saudade faz toda a diferença! A distância faz com que as qualidades se tornem mais evidentes, e que não há tempo a se perder com defeitos no retorno ao lar. Engraçado que tenho estudado para novos concursos públicos e, inconscientemente, todos necessariamente para fora de Minas Gerais. Por exemplo, fiquei excitado quando soube que na Petrobrás, há possibilidade de se trabalhar em uma escala de ficar meio mês na plataforma e a outra metade em casa. É a solução ideal para continuar casado, contudo mantendo o clima de namoro - a saudade, os telefonemas românticos, o reencontro, presentinhos inesperados, momento em que até as obrigações ganham tempero de lazer.
Um pouco de distância física
também é uma forma de se recuperar a individualidade, fatalmente perdida quando se casa. Viajando ou não, é importante que cada um tenha seus próprios ideais. Fico muito feliz e dou todo apoio quando minha esposa pensa em novos projetos só dela. Seja um curso de culinária, de vestuário, a possibilidade de voltar à faculdade e até mesmo de passar em um novo concurso público que, ao contrário de mim, certamente seria em Belo Horizonte.
Um brinde!
Uma pausa para o Carnaval
-
Meus leitores queridos, estou vindo aqui para dar uma satisfação para vocês
por estar meio em câmera lenta o blog este mês, mas o carnaval, início de
au...





